Nossa geração teve pouco tempo

Começou pelo fim

Mas foi bela nossa procura

Ah! Moça, como foi bela nossa procura

Mesmo com tanta ilusão perdida

Quebrada,

Mesmo com tanto caco de sonho

Onde até hoje

A gente se corta

Alex Polari

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Gestão de profissionais em multinacionais na China

Artigo bom de leitura que nos remete à reflexão sobre as dificuldades de busca e retenção de talentos no mercado chinês, principalmente pelas empresas multinacionais ali instaladas. Através da leitura é possível traçar um paralelo com nossas dificuldades e a de outros países.  

O desenvolvimento do mercado chinês é uma das principais prioridades das multinacionais. Contudo, seja qual for a indústria, o obstáculo é sempre o mesmo: atrair, desenvolver e preservar bons profissionais locais necessários à realização desse objetivo. As multinacionais sabem da importância de ter uma liderança autóctone em sintonia com as idiossincrasias e com as rápidas mudanças do mercado chinês. Em recente entrevista ao Wall Street Journal, Pierre Cohade, presidente da Goodyear na região Ásia-Pacífico, confirmou que o principal desafio das empresas na China é "a busca desesperada de bons profissionais". O problema não se restringe a Goodyear: nos últimos 13 anos, a Câmara Americana do Comércio fez levantamentos anuais sobre a situação das empresas americanas na China e um dado que aparece com frequência aponta para as limitações dos recursos humanos em nível administrativo como o maior desafio dessas empresas.

Funcionários locais: por que se preocupar com isso? 

As multinacionais preferem contratar pessoas do mercado que desejam atingir principalmente para ter acesso a informações sobre essas regiões. Na China, por exemplo, isso fez com que muitas multinacionais reduzissem o número de funcionários não chineses. Pankaj Ghemawat, professor da escola de negócios IESE, pesquisou o impacto da "distância cultural" sobre a empresa e constatou que os maiores desafios estão nas regiões em que as empresas operam sem vínculos históricos e culturais, conforme acontece com as empresas americanas e europeias na China. Práticas bem-sucedidas no exterior podem não ter o mesmo efeito: empresas que são líderes em outros mercados, como a Best Buy e The Home Depot, naufragaram na China porque foram incapazes de compreender os hábitos de consumo dos chineses e suas condições locais.
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