Você é Ligador ou Recebedor? Antecipa ou Espera? Resolve ou Transfere? Empurra ou Planeja? Só Copia ou também Cria? Você está ocupado ou preocupado com a qualidade dos processos de Recursos Humanos?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Chega de botar sempre a culpa no pessoal de RH!

Discriminar significa fazer uma distinção. Discriminação é um termo muito genérico, pois abrange cor, raça, religião, faixa etária, fumante, peso, aparência e outros tantos itens.
  
A diferença entre não contratar e evitar contratar é uma linha tênue. O ser humano carrega dentro de si um arquivo de itens discriminatórios que começou a ser carregado na infância. Pelas atitudes de seus pais, de sua família, dos amigos da escola e dos amigos do bairro. O colega “diferente” por algum motivo costuma ser alvo de brincadeiras e práticas discriminatórias.

A expressão corporativismo foi criada na Itália fascista e propôs-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Hoje quando falamos em corporativismo, pensamos somente na proteção que fazem entre si, grupos de pessoas de mesma natureza e objetivos. Corporativismo médico, político, jurídico ou policial por exemplo.

No mercado de trabalho a prática discriminatória começa quando alguém da área de Recursos Humanos abre seu correio eletrônico ou quando começa a filtrar candidatos a uma vaga divulgada. O primeiro item investigado é a idade do candidato. Salvo raríssimas exceções, o conteúdo ocupacional do candidato não é investigado se a idade fugir do concebido. Esse é praticamente um dos únicos poderes discriminatórios do RH. Geralmente quando um candidato acima dos 40 anos é contratado é porque conseguiu tratar direto com o dono da vaga ou com dono da empresa.

Chega de culpar o pessoal de RH, afinal temos que entender que muitas vezes a própria Direção da instituição ou as características de um cargo e suas atribuições ditam as regras.

É muito difícil a contratação de alguém com mais de 28/30 anos para Auxiliar Administrativo, típico cargo de início de carreira. Não é verdade? Isso é um fato! Afora o bordão que com essa idade, candidatar-se a uma vaga de auxiliar, não se pode esperar muita coisa e nem acreditar em evolução profissional. Muitos selecionadores alguma vez na vida já se depararam com situações desse tipo, vindo à tona, os sentimentos discriminatórios. Mesma coisa um Contador experiente candidatar-se a uma vaga de Auxiliar Contábil, pois está há tempos desempregado. O não é instantâneo. A vida do RH não é fácil. O importante é ter a sensibilidade de buscar alternativas de aproveitamento se o conceito do candidato, aos olhos do RH, é merecedor.

Quando se fala em feedback então, a coisa pega. O que se fala mal do pessoal de RH por causa do bendito feedback é espantoso. Agora, imagine você abrir uma vaga com indicação do nome da empresa, receber “trocentos” currículos e dar feedback a cada candidato não convocado! Quando sobram cinco e um escolhido aí sim. Pode e deve cobrar o feedback. Afora os que telefonam e pedem laudo psicológico por telefone do porque não foi escolhido!

Não se pode culpar o RH se instituições comerciais ou que trabalham em turnos de revezamento não contratam seguidores de uma religião que não permite trabalhar aos sábados ou aos domingos. Ou se uma instituição fornecedora e/ou produtora de produtos bélicos não contrata mecânicos, técnicos e engenheiros judeus, pois seus principais compradores são árabes (nenhum árabe compraria um fuzil ou um tanque fabricado por um judeu). Mas essas instituições não se pronunciam abertamente que não contratam tais religiosos ou judeus, apenas evitam contratar.

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

5 Motivos para você ter uma Rede Social Corporativa!

Escrito por: Willian Medeiros



A comunicação interna tem sido um grande desafio para a grande maioria das empresas há muito tempo. Como fazer com que toda a equipe saiba exatamente o que está acontecendo na companhia? Como fazer com que a mensagem que o departamento de comunicação quer passar para os clientes e parceiros seja entendida primeiro pela equipe interna? Essas e uma série de outras questões geram uma dor de cabeça imensa aos profissionais de gestão e as soluções sempre parecem muito difíceis de implementar ou tão caras que tornam o projeto inviável.

O e-mail, que ainda é o método mais utilizado para comunicação empresarial, possui várias limitações que muitas vezes geram perda de tempo ou de produtividade para organizar e encontrar o que o profissional procura. Uma forma rápida e prática de melhorar esse processo é o uso de redes sociais corporativas, plataformas cada vez mais populares e que geram muitas melhorias para a empresa.

Veja as vantagens: 

1 – Integração

As redes sociais corporativas permitem a integração de todos os profissionais da empresa em uma mesma interface. Empresas que possuem filiais em diferentes cidades, estados ou países conseguem se comunicar rapidamente e de forma prática em real time.
  
2 – Proximidade dos clientes e parceiros

Dependendo do projeto, é possível incluir os stakeholders na rede social da empresa para uma comunicação mais efetiva e descomplicada. Além de ser uma ótima maneira de fidelizar o cliente, essa proximidade o fará entender melhor a empresa, o projeto e trará uma relação mais profunda entre todos os envolvidos.
  
3 – Economia de custos

A diminuição da necessidade de reuniões presenciais, redução de custo de deslocamento e maior facilidade para colaboradores que trabalhem de casa fazem com que a rede social corporativa gere grande economia financeira para a empresa.
  
4 – Colaboração

As redes sociais corporativas são naturalmente colaborativas. Nelas, todos têm voz para dar ideias diferentes, sugerir leituras importantes, enviar mensagens que possam resolver problemas que afetem vários departamentos e muitas outras funcionalidades que fomentam a participação geral nos assuntos da empresa.
  
5 – Disponibilidade

Os arquivos enviados e as informações fornecidas podem ser acessados de qualquer lugar e a qualquer horário, possibilitando aos colaboradores a liberdade e a disponibilidade para fazer alterações (dependendo do nível de permissão que o profissional tiver na ferramenta), corrigir erros ou se inteirar dos processos 24 horas por dia.
  
Se você ficou interessado mas ainda não está convencido que vale a pena para o seu negócio, algumas empresas oferecem períodos gratuitos de teste, e mesmo depois desses períodos o custo é baixo. O 4bee, por exemplo, faz a implantação e execução na nuvem, o que diminui ainda mais o custo de TI para a empresa que contrata e oferece maior agilidade para o início da operação. Veja nossos planos.

A sua empresa já trabalha com rede social corporativa? Como está sendo sua experiência com a ferramenta? Conte para nós o seu veredicto sobre essa nova tecnologia:








segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Empregabilidade - Lembre-se, não existem mais edifícios para sempre!

Nesse ano que se inicia vamos conversar sobre empregabilidade. Muitos profissionais de diversos níveis de formação e de diversas áreas e faixas etárias, começaram o ano novo à procura de emprego ou ocupados em manter o emprego atual ou fontes de trabalho e renda.

Aquela velha turma acostumada a viver, conviver e superar tantos momentos de crise no Brasil já viu esse filme antes. A geração profissional pós Plano Real verá um filme nunca antes exibido na televisão!

Nesse momento, até os encantados Y´s estão em tempos de calmaria enquanto aguardam novos ventos. Acostumados a trocar seus empregadores quando percebiam a possibilidade de colisão de rotas estão mais afetos a comandos e controles de gestão e gerenciamento.

Como manter-se competitivo num mercado onde todos querem manter-se competitivo. Segundo o Consultor de Recursos Humanos, José Augusto Minarelli, a empregabilidade é formada por seis pilares: adequação vocacional, competência profissional, idoneidade, saúde física e mental, ter uma reserva financeira e fontes alternativas e networking.

Algumas décadas atrás, um dos quesitos de uma carreira bem sucedida, centrava a dedicação, a lealdade e a paciência para percorrer, degrau a degrau, a hierarquia da empresa. Em troca aconteciam estórias do office boy que virou presidente. O perfil básico do profissional era moldado pela experiência (principal referência de êxito), pela acomodação, pela dependência, pelo carreirismo, pela resistência às mudanças, pelo salário determinado pela empresa e a aquisição de conhecimentos vinha da vontade pessoal.

Por volta dos anos 80, indivíduos e empresas começaram a abandonar a ideia dos chamados “edifícios para sempre”. O perfil básico do profissional passou a ser moldado pelo grau de escolaridade (agora principal referência de êxito), pela confiança, pelo “ser” político, pela criatividade, pelo ajuste às mudanças, pela competitividade, pelo salário negociado com a empresa e a aquisição de conhecimentos baseada na teoria acadêmica.

O conceito “você é o dono da sua carreira”, começou a ganhar consistência a partir do processo da globalização e da corrida em busca de competências. Sustenta a contratação de empregados com alto potencial de êxito, assegura que estes colaboradores recebam o monitoramento necessário para desenvolver este potencial, define um sistema de avaliação para fornecer a retroalimentação necessária para alcançar um desenvolvimento excelente e permite focar nos conhecimentos, habilidades e atitudes que os empregados necessitam para alcançar os objetivos da empresa.

O perfil básico do empregado tem que ser moldado pelo relacionamento com sua equipe (agora principal referência de êxito), quer como líder, quer como integrante, pelos estudos, pela visão global das coisas, pela postura nos processos de mudanças, pela capacidade de facilitador, pelo salário conquistado pelo resultado de seu trabalho e de sua equipe e a aquisição de conhecimentos é fruto de aprendizado contínuo.

Nesse novo contexto, aos seis pilares da empregabilidade citados, podemos acrescentar mais quatro: capacidade de influenciar pessoas, facilidade para promover mudanças, contínua capacidade e vontade de aprender a reaprender e flexibilidade intercultural. A sabedoria consiste em conseguir transformar e trabalhar os dez pilares em seu benefício. Colocá-los a seu serviço. Isso se chama Talento!

Além de estar sempre focado e atualizado naquilo que se sabe fazer e acontecer, é muito importante buscar sempre informações de cultura geral (lembre-se sempre do pilar flexibilidade intercultural). Estar em dia sobre conhecimentos gerais do mundo da política, da economia, da literatura, dos esportes tornam a sua presença e conversa mais interessante aos ouvidos de todos.


Lembre-se, não existem mais edifícios para sempre!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências
(11) 99323 - 7923